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XII Seminário de Dança 

A DANÇA DA REDE. AS REDES DA DANÇA.

“A gente quer a vida como a vida quer”. (Titãs)

 

O XII Seminário de Dança acontecerá nos dias 22 e 23 de julho de 2018 na Sala Agrippina Vaganova na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e vai levar como tema “A dança da rede. As redes da dança”.

As redes existem desde sempre. As redes sociais existem desde que haja interação humana, ou seja, há mais ou menos 100 mil anos. Mas somente a partir da década de 1990, emparelhados com a emergência da Internet, um número crescente de estudiosos passou a recuperar as antigas fundações e lançar pilares inéditos para a construção de uma Nova Ciência das Redes.

Entre esses estudiosos tornaram-se referências: Fritjof Capra (A Teia da Vida – 1995); Manuel Castells (A Sociedade em Rede – 1996) e Albert-László Barabási (Linked – 2002), só para ficar nos mais lidos. No Brasil, pontifica Augusto de Franco, como pesquisador de Redes Sociais e Democracia e cuja obra pode ser encontrada gratuitamente em escoladeredes.net.

Redes sociais são as pessoas interagindo segundo padrões de organização do fluxo interativo da convivência social. Ou seja, o padrão de organização faz toda a diferença!

Notem que nos diagramas de Baran, o número de pontos (pessoas) é o mesmo, mas observem a explosão dos caminhos interativos no padrão mais distribuído do que centralizado! Essa é a mágica da rede social distribuída!

Quanto mais distribuído é o padrão de organização da rede social, mais sustentável, mais cooperativa, mais inovadora, mais co-criativa e mais solidária é a rede social, além do mais-sem-fim que se possa imaginar de positivos na interação humana… desde que seja… livre!

A Rede Social, propriamente dita, portanto, organizada sob padrões mais distribuídos do que centralizados resulta sempre em mais do que as pessoas produzam ou opinem, porque é o amálgama que se conforma entre as pessoas pela interação, ou seja, um fluxo interativo, ou como prefere Augusto de Franco, “o espaço-tempo dos fluxos”. Nada melhor que essa imagem para descrever a própria dança.

Quando somos chamados a desenhar uma rede da dança, pensamos numa rede centralizada ou descentralizada, composta de organizações menores sujeitas a comando e controle. E ela existe formalmente.

Mas a rede social que abriga e sustenta todas as entidades estatais ou privadas, formais ou informais é a rede distribuída, em grande parte invisível, que conecta todas as pessoas direta e indiretamente envolvidas com a dança, mesmo que tais pessoas nunca se vejam ou se falem ou fiquem sabendo sequer da existência umas das outras. De algum modo, entretanto, co-criam, polinizam-se, interagem. Essa rede distribuída é a rede social realmente existente da dança.

Convidamos ao XII Seminário de Dança de Joinville todas as pessoas envolvidas e interessadas em discutir, investigar, desaprender, descobrir e apontar novos caminhos interativos, tendo como pano de fundo o reconhecimento da importância da rede social da dança para o desenvolvimento do setor; os seus dimensionamentos econômicos, sociais e políticos; a compreensão da importância do capital social gerado pela dança no Brasil e os desafios que se nos apresentam no dealbar do séc. XXI, entre os quais sobreleva a necessidade de inovação.

O convite não é taxativo nem exaustivo. Outras abordagens também serão bem-vindas.

Renata Leoni

Coordenadora do XII Seminário de Dança

Pós-graduada em dança (UCDB/MS). Co-diretora da Ginga Companhia de Dança. Atuou no Conectivo Corpomancia, um eixo de processos colaborativos situado em Campo Grande. Desenvolveu trabalhos de elaboração de projetos, captação de recursos e produção executiva na associação de produtores Arado Cultural. Produtora do Festival Dança Três na cidade de Três Lagoas, fronteira entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, e do Cerrado Abierto – Mostra de Dança Contemporânea.  Selecionada para o projeto de residência artística da FUNARTE Outras Danças – Brasil Argentina e Uruguai, em Porto Alegre/2012. Produção local dos espetáculos/projetos Turnê Duo Assad; Pelo Brasil do bandolinista Hamilton de Holanda; unnenhumcemmil de Cacá Carvalho; Breves Entrevistas com Homens Hediondos do Teatro Sarcáustico; Nuvens Insetos da Cia Fragmento e S.(AR).A.H de Renata Aspesi, entre outros. Produtora do Intercâmbio Conectivo Corpomancia e Esther Weitzman Cia de Dança (Maria, Madalena & Jogo de Damas). Preparadora de elenco da Cia Dançurbana (improvisação) para o Projeto Dançurbana Diálogo e Movimento – 14 anos – Edital O Boticário na Dança. Dirigiu os espetáculos Escalenas do Conectivo Corpomancia e Se você me olhasse nos olhos da Ginga Cia de Dança. Coordenadora Pedagógica do projeto Dancidades: dança e cidadania 3ª edição – ganhador do Edital Rumos Itaú Cultural 2016. Colaboradora na criação A/R – de Raíssa Ralola (MG) e Rodrigo Andreolli (SP). Coordenadora do Núcleo de Dança da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul de 2007 a 2010. Membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Integrante do MoviMente – Rede colaborativa de artistas da dança.

                                          

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